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Bovespa bate recorde após eleição de Bolsonaro, mas reduz ganhos à espera de detalhes do novo governo

No último pregão, na sexta-feira (26), o Ibovespa subiu 1,95%, a 85.719 pontos.

Após subir mais de 88 mil pontos e bater recorde intradia com a eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência do país, o principal índice da bolsa brasileira, a B3, passou a operar em queda nesta segunda-feira (29), em meio a movimentos de realização de lucros, com agentes financeiros agora à espera de mais detalhes sobre os planos do presidente eleito para a economia e o governo de transição.

Às 14h20, o Ibovespa, principal índice de ações do mercado acionário brasileiro, caía 0,59%, a 85.184 pontos. Veja mais cotações.

O índice chegou a atingir 88.377 pontos, a máxima histórica intradia. Até então, o valor mais alto havia sido atingido no pregão de 26 de fevereiro: 88.317 pontos. O maior valor de fechamento é de 87.652 pontos.

Investidores receberam bem a vitória de Bolsonaro, particularmente pela expectativa de que formará uma equipe econômica liberal e reformista, liderada pelo economista Paulo Guedes, segundo a Reuters. No entanto, querem mais detalhes sobre os nomes que estarão nesse grupo, bem como dos planos do presidente eleito e do governo de transição.

Na primeira entrevista que deu após a eleição de Bolsonaro, o economista Paulo Guedes, indicado para comandar o Ministério da Fazenda, disse que o foco do programa do governo será controlar os gastos, o que inclui a reforma da Previdência, acelerar privatizações e reduzir a máquina pública.

Carlos Sequeira, estrategista no BTG Pactual, avalia que a bolsa tem tudo para continuar subindo. "O Ibovespa ainda negocia abaixo da média histórica (em termos de múltiplos), o que não parece fazer sentido quando as expectativas com relação ao próximo governo são positivas", afirmou à Reuters, não descartando que o índice supere 100 mil pontos este ano "a depender do anúncio da equipe de governo e de um discurso firme na direção de uma reforma da Previdência".

Sequeira acrescentou ainda que a alocação em ações tanto de investidores estrangeiros quanto de locais está muito baixa. "Eu acho que uma visibilidade maior do que será o novo governo pode atrair os estrangeiros de volta. Para os locais, a medida que os juros de longo prazo recuem, as alocações devem aumentar", acrescentou.

Após forte entrada de capital externo no segmento Bovespa em julho, agosto e setembro, o mês de outubro registrava saída líquida de R$ 1,695 bilhão até o dia 24. "Agora se intensificarão as especulações e ansiedade do mercado para saber os nomes que comandarão importantes pastas do governo, a composição de uma aliança que garanta governabilidade no Congresso e, por fim, o andamento das reformas prometidas", afirmou a equipe da consultoria de investimentos Lopes Filho, em nota distribuída a clientes.

Destaques

Os papéis das companhias de controle estatal Petrobras e Eletrobras, que chegaram a subir na sessão, passaram a operar em queda de mais de 2%. Já o Banco do Brasil tinha alta.

O site da B3 apresentou instabilidade e chegou a ficar fora do ar até por volta de meio-dia.

O dólar passou a subir nesta segunda, após cair forte e chegar a R$ 3,58 no início da sessão.

No último pregão, na sexta-feira (26), o Ibovespa subiu 1,95%, a 85.719 pontos. No mês, acumula alta de 8%

Gonte: G1

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